Nada Certo Tudo Certo

Este é um tema que para mim foi, é, central no meu processo de Rumo ao meu Centro, lidar com o Perfeccionismo e o Controlo. A aceitação do erro, da falha, da imperfeição foi e diria que ainda é, um trabalho permanente de expansão da minha consciência.

 

A dança entre o Rigor – a atenção plena, a dádiva da energia e do foco, da prática constante, do compromisso com o auto-aperfeiçoamento e da Tolerância – o respeito pelos meus próprios limites, a compaixão por mim própria, a aceitação da minha vulnerabilidade e amor próprio, é bem espelhada neste tema.

 

O perfeccionismo leva-me, quando extremado, ao limite das minhas forças, endurece-me, enrijece-me, retira-me humanidade, torna-me seca, intolerante, abrasiva. Na dose certa a procura da Perfeição impele-me para fazer melhor, para praticar, leva-me observar-me, a não desistir, a ter um ideal que me guia.

 

Aprender a aceitar o que é, nessa simplicidade de que é o que é no momento, na condição existente, tem me tornado mais fluída na vida, mais tolerante, mais amável, mais gentil comigo e com os outros. Tem trazido a alegria aos momentos mais desafiantes em que “aparentemente” nada bate certo. E porquê “aparentemente”? Porque a Vida é sábia, se não aconteceu como “eu queria” é porque ainda não é o momento certo, e, ou, não é o certo para mim e, por isso está tudo certo.

 

O trabalho com Mandalas que desenvolvo desde 1998, é a minha ferramenta de eleição para este trabalho de “burilar” o meu barro, ou seja, quem eu sou, na expressão de mim no mundo. Tendo nascido com uma deficiência motora ligeira, colocou-me sempre nesse lugar, que hoje acolho no coração, de ser diferente, de ter um ritmo mais lento, mais descoordenado, mais imperfeito, a designação de “Menina Avariada” que recebi em criança, tornou-se hoje fruto de um profundo amor por mim própria e pelos meus desacertos, numa mulher mais consciente da imensa vulnerabilidade do Ser Humano e também forjou esta mulher que vai à luta com coração aberto, com o coração nas mãos entregue à Vida, abrindo mão do controlo, deixando a Vida me levar como na canção.

 

Também é muito interessante nas Mandalas, usar o erro, a falha, como elemento da criação, ver que formas novas esse erro, essa falha nos trazem, deixar que essa “novidade” engravide a Mandala, trazendo novos conteúdos e principalmente novas aprendizagens, tomadas de consciência e luz para o que antes estava oculto.

 

Hoje adoro quando a Mandala me surpreende com esse “imprevisto” e deixo que ela me conduza a espaços ainda não visitados.

 

Se este é um tema também na tua vida, vem experimentar a Mestria das Mandalas para encontrares novas formas de lidar com o erro, a falha, o imprevisto, …