O Amor, A Compaixão, A Relação
As Mandalas são para mim uma forma de eu me relacionar comigo própria, de eu ir para além daquilo que eu identifico como a minha personalidade, as minhas circunstâncias e história pessoal.
Com as Mandalas eu experimento uma realidade mais ampla, mais significativa, permito um espaço e um tempo para que a voz intemporal fale comigo, elas levam-me a um lugar de observação do meu mundo interno.
A palavra Mandala vem do sânscrito e significa círculo, roda, totalidade, completude ou mesmo som primordial. “A Mandala…”Manda” que significa essência, energia ou espírito e “La” que significa contentor… Mandala, Contentor da Essência, da Energia, do Espírito…”
Na Mandala distinguimos um centro, uma periferia e um espaço intermédio, que constitui uma réplica mais elaborada do símbolo do Sol que irradia a
partir do centro do seu sistema, do mesmo modo que a alma individual se manifesta, simbolicamente, a partir do centro de cada Mandala.
Quando desenhamos uma Mandala começamos sempre pelo princípio, que é o melhor lugar para se iniciar algo: com o símbolo do Sol – um círculo com um ponto no centro – que é a expressão natural do princípio integrador dos poderes da psique e uma mandala na sua representação mais simples.
Hoje escrevo sobre a geometria sagrada do 6 que ativa em nós: O Dom do Amor e o O Dom da Harmonia.
O Dom do Amor – Para amar é preciso respeitar o direito de todos os seres a descobrirem a sua verdade sozinhos. É dar o direito a todos os seres, onde eu me incluo, a descobrirem os seus próprios caminhos, e a viverem as suas experiências.
O Dom da Harmonia, é transformar com muita compaixão a minha experiência de vida em sentimento de Amor. É levar o Amor aos locais onde ele ainda está adormecido. É amar os locais escuros, densos, incómodos e feios. É amar o que em nós ainda não foi amado.
O trabalho da Mandala 6 é um trabalho de equilíbrio, de união dos contrários, de plenitude, harmonia, respeito e dignidade. É o Amor Divino, na verdade. Na Verdade, sobre nós próprios, para nos amarmos na nossa dimensão humana.
E dessa forma preparamo-nos para uma relação com o outro em verdade com tolerância, através do Amor por nós próprios. O Amor-próprio permite sentir Amor pelos outros. Se conseguires amar-te a ti mesmo, amarás todos.
Quando desenhamos uma Mandala usamos a intenção consciente, ou seja, colocamos uma intenção para o trabalho que vamos fazer, dando à luz a nossa energia do 6, usando a ideia tântrica de uma energia consciente, que flui de pontos ativos para pontos recetivos de energia, estimulando conexões fortes e terapêuticas.
A intenção mandálica permite que a energia permaneça na mandala, oferecendo, quer uma energia física, quer mental, quer emocional que foi evocada na criação da mandala.
A energia flui para onde a atenção vai.
A minha intenção com a Mandala que acompanha este artigo foi de amar a totalidade em mim.
E tu quando olhas para ela como te sentes? Que informação ela te transmite? Desafia-te? Dá-te paz?
Deixa-te ficar um pouco a olhar para ela…e vê com os olhos do coração a generosidade da Mandala e as suas mensagens.
Um abraço, Teresa

